quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Literatura: Os Principais Autores Românticos

Em Portugal:

1. Almeida Garrett (1799 - 1854)
2. Alexandre Herculano (1810 - 1877)
3. Camilo Castelo Branco (1825 - 1890)
4. Júlio Dinis (1839 - 1871)

No Brasil:

1. Gonçalves Dias (1823 - 1864)
2. Álvares de Azevedo (1831 - 1852)
3. Castro Alves (1847 - 1871)
4. Joaquim Manuel de Macedo (1820 - 1882)
5. Manuel Antônio de Almeida (1831 - 1861)
6. José de Alencar (1829 - 1877)
7. Bernardo Guimarães (1825 - 1884)
8. Visconde Taunay (1843 - 1899)
9. Machado de Assis, primeira parte da obra (1839 - 1908)

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Literatura: Introdução ao Romantismo

O Romantismo, como movimento literário, tem início no Brasil em 1836, com a obra Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, durando até 1881, ano da publicação de O Mulato, de Aluísio de Azevedo.
Em Portugal, porém, o Romantismo começou mais cedo, ou seja, em 1825, quando Almeida Garrett publicou seu poema Camões. Durou até 1865, ano em que teve início o Realismo Português.


Principais Características do Romantismo

1. Subjetividade: Os autores românticos desprezavam o racionalismo; acreditavam ser possível um conhecimento puramente subjetivo da realidade e buscavam a expressão direta e espontânea desse conhecimento intuitivo. O "byronismo" e o "mal-do-século" são duas atitudes decorrentes da exacerbação desse traço romântico.

2. Amor Idealizado: Tanto a exaltação do amor quanto a lamentação amorosa são atitudes típicas do Romantismo, em que a figura feminina é o foco.

3. Fuga da Realidade: Inconformados com a realidade presente, os autores românticos pretendiam um mundo idealizado e infinito, que servisse de refúgio contra os aspectos insuportáveis da realidade, que é finita e passageira.

4. Busca da Natureza: Como forma de reprovação à realidade social que consideravam opressiva, os românticos exaltavam a natureza, opondo o natural ao artificial.

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Literatura: Características do Arcadismo

Algumas características importantes do Arcadismo foram:

1. Bucolismo: Preferência por temas pastoris e por motivos ligados à vida campestre, uma vez que para os árcades a beleza, a pureza e a espiritualidade residiam na natureza. O bucolismo está ligado ao ideal horaciano do "fugere urbem".

2. Imitação: Os árcades propuseram um retorno aos modelos da antiguidade greco-romana e aos moldes clássicos renascentistas. Dessa forma, as obras de Homero, Virgílio, Ovídio (greco-romanos) e também de Camões e Petrarca (renascentistas) foram extremamente valorizadas e imitadas pelos árcades. É bom lembrar que, em virtude dessa revalorização dos clássicos, o Arcadismo também é chamado de Neoclassicismo.

3. Racionalismo: Ao retornar aos modelos clássicos, os árcades buscavam não somente os gêneros literários clássicos, como também o equilíbrio entre razão e sentimento ali encontrado. Refrear as emoções, portanto, era um dos objetivos dos árcades.

4. Fingimento (ou Convencionalismo): Os árcades fingiam-se "pastores" que habitavam o campo, o "locus amoenus", em que a felicidade realmente existia. A mulher amada era chamada de "musa". A adoção de pseudônimos era uma das facetas desse fingimento.

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Literatura: O Arcadismo

Em Portugal, a fundação da Arcádia Lusitana (1756) tem sido considerada como marco inicial da estética árcade, que conheceria seu termo em 1825. O Arcadismo brasileiro inicia-se em 1768, com a publicação de Obras Poéticas, de Cláudio Manuel da Costa, e vai até 1836, quando Suspiros Poéticos e Saudades, de Gonçalves de Magalhães, inaugura o Romantismo no Brasil.
Movimento literário exclusivamente poético, o Arcadismo coincide, no Brasil, com os ideais da Inconfidência Mineira. Estética de repúdio aos exageros do Barroco, o Arcadismo preconizava a revalorização dos modelos clássicos e renascentistas.
Arte movida pela simplicidade, pela preferência do campo à cidade, pela singeleza, o Arcadismo nos legou a segunda obra mais lida em língua portuguesa no mundo: Marília de Dirceu, de Tomás Antônio Gonzaga.

quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Literatura: O Barroco - Literatura Informativa e Obras de Oratória

Além de poesia, o Barroco brasileiro legou-nos também uma vasta literatura informativa e obras de oratória.
Na oratória, o grande nome é mesmo o de Antônio Vieira. Padre Vieira nasceu em Portugal, mas viveu uma vida dividida entre a Metrópole e o Brasil. Escreveu Sermões (15 volumes), quinhentas cartas, História do Futuro, Esperança de Portugal e Clavis Prophetarum, esta última inédita e perdida.
Dentre os Sermões de Vieira destacam-se o "Sermão Pelo Bom Sucesso das Armas de Portugal Contra as de Holanda" e "Sermão da Sexagésima".

quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Literatura: O Barroco - A Obra de Gregório de Matos

O principal nome da poesia barroca brasileira foi Gregório de Matos Guerra.
Gregório de Matos, conhecido também como "Boca do Inferno", foi exclusivamente poeta. Em vida, publicou apenas alguns poemas. Somente muito recentemente sua produção foi reunida em uma coletânea composta de seis volumes, sob o título Obras.
Gregório de Matos escreveu poesia lírico-amorosa, lírico-sacra, satírica e encomiástica.

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Literatura: O Barroco - A Poesia Barroca

A poesia barroca aconteceu em três momentos:

a) Ocupou a primeira metade do século XVII e caracterizou-se pela influência de Camões e de escritores castelhanos. Destaca-se Bento Teixeira Pinto.

b) Ocupou a segunda metade do século XVII e caracterizou-se pelo surgimento de uma poesia de traços mais brasileiros. Nessa época destacam-se os seguintes nomes: Gregório de Matos Guerra, Eusébio de Matos, Domingos Caldas Barbosa e Bernardo Vieira Ravasco.

c) Nesta fase, ocorreu o exagero do Barroco e surgiram as academias literárias. Período marcado por Manuel Botelho de Oliveira e pelo frei Manuel de Santa Maria Itaparica.