Mostrando postagens com marcador Tema da mulher na obra de Álvares de Azevedo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tema da mulher na obra de Álvares de Azevedo. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Literatura: Os Temas da Mulher e da Morte na Obra de Álvares de Azevedo

Elemento constante em sua poética, a mulher na obra de Álvares de Azevedo ora aparece como virgem adormecida, inatingível, pálida, inocente e santa, ora como prostituta.
Tão recorrente quanto o tema da mulher é o tema da morte, visto por alguns como prenúncio do seu trágico e prematuro fim. É curioso observar que associados à ideia da morte estão termos como pálido, macilento, palor, palidez, extremamente frequentes nas obras do jovem poeta.

Fragmento 1:

"Na praia deserta que a lua branqueia
Que mimo! que rosa! que filha de Deus!
Tão pálida - ao vê-la meu ser devaneia,
Sufoco nos lábios os hálitos meus!
          Não corras na areia,
          Não corras assim!
          Donzela, onde vais?
          Tem pena de mim!
(...............................................................)"


Fragmento 2:

"Quando em meu peito rebentar-se a fibra,
Que o espírito enlaça à dor vivente,
Não derramem por mim nem uma lágrima
          Em pálpebra demente.
(...............................................................)

Eu deixo a vida como deixa o tédio
Do deserto, o poento caminheiro.
- Como as horas de um longo pesadelo
Que se desfaz ao dobre de um sineiro...
(...............................................................)

Descansem o meu leito solitário
Na floresta dos homens esquecida,
À sombra de uma cruz, e escrevam nela:
- Foi poeta - sonhou - e amou na vida.
(..............................................................)