domingo, 12 de fevereiro de 2012

Feliz Ano Letivo de 2012

As aulas do ano letivo de 2012 na Nativa Vestibulares terão início a partir desta segunda-feira, dia 13 de fevereiro.
Aos nossos novos alunos asseguramos todo o nosso empenho para que tenham a melhor aprendizagem, que os conduzirá ao sucesso em seus exames vestibulares, Enem e concursos públicos.
Portanto, desejamos a todos um feliz ano letivo de 2012!

Para quem já efetuou a matrícula, pede-se confirmar o horário da respectiva turma na secretaria; novas matrículas também devem ser feitas na secretaria, de segunda a quinta-feira, das 15 às 18 horas. Mais informações pelo fone (19) 3442-1621.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Literatura: Principais Características do Simbolismo

1. Subjetivismo e Intimismo - Recusa, porém, o derramamento emocional na maneira como trabalha a linguagem.

2. Misticismo / Religiosidade - Servem como modo de evasão.

3. Mistério - A poesia é o meio para chegar ao cerne da vida e encontrar a unidade do material e do espiritual.

4. Capacidade Sugestiva - Liga-se ao mistério: deve-se sugerir, não revelar.

5. Musicalidade - A música pode exprimir estados de alma, através da sonoridade.

6. Uso de Sinestesias - Permitem que se faça a correspondência entre as sensações, objetos, contribuindo assim para a unidade.

7. Perfeição Formal - Vocábulos eruditos, vocábulos de pedrarias, flores; inovação formal.

8. Vocabulário e temas relativos  à morte, sombras, pessimismo, dor.

9. Hermetismo - Poesia fechada, destinada aos "raros", apenas.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Literatura: O Simbolismo

Inicia-se em Portugal em 1890 com a publicação de Oaristos, de Eugênio de Castro e termina em 1915. No Brasil, surge em 1893, com Broquéis, de Cruz e Sousa, e finda em  1902, quando vem à luz Canaã, de Graça Aranha.
O Simbolismo caracteriza-se como um movimento de insatisfação e/ou rejeição aos postulados científicos através dos quais os homens tentavam explicar o real. Assim, há regresso à religiosidade, ao misticismo e ao mistério medieval, adotando-se a filosofia intuicionista. Nesse movimento literário, acredita-se que a poesia carrega em si uma maneira de conhecer o próprio eu e o universo, de conhecer a essência e recuperar a unidade de um mundo dividido.
Em Portugal, destacaram-se na poesia simbolista Eugênio de Castro (1869 - 1944), Antônio Nobre (1867 - 1900) e Camilo Pessanha (1867 - 1926). No Brasil, merecem reconhecimento Cruz e Sousa (1861 - 1898) e Alphonsus de Guimaraens (1870 - 1921).

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Literatura: Exercício sobre Parnasianismo

Abaixo você encontrará quatro características do Parnasianismo. Reconheça-as nos fragmentos que seguem:

a) Impassibilidade
b) Esteticismo (arte pela arte)
c) Perfeição formal
d) Poesia descritiva, visual

Fragmento 1

"Invejo o ourives quando escrevo:
          Imito o amor
Com que ele, em ouro, o alto relevo
          Faz de uma flor.

Imito-o. E, pois, nem de Carrara
          a pedra firo:
O alvo cristal, a pedra rara,
          O ônix prefiro.

Por isso, corre por servir-me,
          Sobre o papel
A pena, como em prata firme
          Corre o cinzel."
                                      (Olavo Bilac)

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Fragmento 2

"Esta de áureos relevos, trabalhada
de divas mãos, brilhante copa, um dia,
Já de aos deuses servir como cansada,
Vinda do Olimpo, a um novo deus servia."
                                       (Alberto de Oliveira)

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Fragmento 3

"Longe do estéril turbilhão da rua,
Beneditino escreve! No aconchego
Do claustro, na paciência e no sossego,
Trabalha, e teima, e lima, e sofre, e sua!"
                                     (Olavo Bilac)




quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

Literatura: O Parnasianismo

Trata-se da reação na poesia aos excessos do Romantismo. O nome Parnasianismo tem origem no Monte Parnaso, região lendária da mitologia grega que era habitada por poetas. É uma tendência literária essencialmente poética e ocorre ao mesmo tempo que o Realismo.

Suas características gerais são:
a) culto da forma (arte pela arte);
b) renovação temática;
c) impassibilidade.

Os principais autores parnasianos no Brasil são, entre outros, Olavo Bilac, Raimundo Correa, Alberto de Oliveira, Vicente de CarvalhoFrancisca Júlia.

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Literatura: Comentário de "Dom Casmurro", de Machado de Assis - Parte 2

1. O Narrador em Dom Casmurro

O narrador de Dom Casmurro, Bento, é um narrador problemático em dois sentidos:
a) Como entidade psicológica, por se tratar de um homem afetivamente mutilado;
b) Como foco narrativo, porque narra algo que não conhece com exatidão.

Bentinho é o tipo de narrador não-confiável, enganoso, que sempre afirma o contrário do que sente. Desse modo, como esse narrador-personagem domina tudo na narrativa, o resultado final é de dúvidas que permanecem sem esclarecimento, mesmo após o término da leitura, o que  caracteriza o livro como obra aberta.

2. Espaço/Tempo

O tempo predominante em Dom Casmurro é o tempo psicológico, ou de duração interior. A história se passa no Rio de Janeiro do Segundo Reinado, num ambiente de classe média abastada.
É interessante ressaltar que a narrativa de Dom Casmurro desloca o interesse do cenário exterior para o íntimo das personagens.

3. Estilo

Verifica-se em Dom Casmurro o estilo ziguezagueante: ao utilizar o recurso da digressão ocorre a quebra da linearidade da narrativa, bastante comum nessa obra. O narrador Bentinho frequentemente suspende o fluxo narrativo para discorrer sobre assuntos como:
a) o método adotado no livro (capítulo 59);
b) possível reação do leitor face a sua vida e obra (capítulo 119);
c) esboço de perfis psicológicos de personagens alheios à narrativa (capítulo 127).


Veja também:
Comentário de "Dom Casmurro", de Machado de Assis - Parte 1

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

Literatura: Comentário de "Dom Casmurro", de Machado de Assis - Parte 1

1. Síntese do Enredo

Bentinho (o narrador) foi, ao nascer, destinado ao sacerdócio em virtude de uma promessa feita pela mãe. Entretanto, não demonstrava nenhuma vocação religiosa e, além disso, apaixonou-se por Capitu, filha de uma família vizinha. Mesmo a contra-gosto, acaba indo para o seminário, onde permanece por dois anos. É lá que faz amizade com Escobar, outro seminarista que também não se sentia vocacionado. Ambos acabam deixando o seminário: Escobar torna-se comerciante e Bentinho vai estudar Direito. Tempos depois, Escobar casa-se com Sancha e Bentinho com Capitu. Os dois casais mantêm boa amizade.
Bentinho e Capitu, mesmo querendo muito, não conseguem ter um filho. Quando afinal Capitu engravida e nasce Ezequiel, Bentinho começa a notar a semelhança entre o menino e seu amigo Escobar. A partir daí passa a alimentar um sentimento de dúvida em relação à paternidade da criança. Escobar morre afogado no mar, Capitu vai viver na Europa e também morre depois de algum tempo. O próprio Ezequiel, já adulto, morre em uma viagem ao Oriente Médio. Bentinho fica só, ainda amargando a grande dúvida.

2. Personagens Principais

a) Bento Santiago
Moço rico cujos traços físicos pouco são explorados na obra. É o protagonista e o narrador do texto em estudo. Mimado pela mãe, muito parecido com o pai, Bentinho é o tipo de personagem-narrador não-confiável.
b) Capitolina (Capitu)
Cabelos longos e pretos, olhos também negros e, segundo o narrador, misteriosos. É extremamente inteligente e criativa. Extrovertida, é dela o mérito de despertar em Bentinho o impulso pelo primeiro beijo. Diferentemente do protagonista, Capitu é pobre.
c) José Dias
Criatura magra e já principiando calvície, José Dias tinha seus cinquenta e cinco anos de idade.
d) Dona Glória
Viúva e extremamente religiosa, a mãe do protagonista contava quarenta e dois anos quando do início da narrativa.
e) Escobar
Rapaz bastante polido e educado, Ezequiel Escobar dedica-se ao comércio logo depois que deixa o seminário. Tem facilidade com os números.


Veja também:
Comentário de "Dom Casmurro", de Machado de Assis - Parte 2